
Gostava que, por vezes, decifrasses o que me corre no olhar, o quanto eu queria que me abraçasses, num abraço tão apertado até que eu me queixasse que não conseguia respirar, e ainda assim não quisesse sair dos teus braços. Por vezes, o quanto eu queria sentir o teu beijo, colado no meus lábios e o teu corpo, ao longo de todo meu. Gostava que percebesses que nem sempre quero dizer, mas há dias em que preciso mais de ti do que imaginas, mas não quero ter de te contar, quero que vejas que às vezes estou ali desamparada à espera da tua protecção, mas não reparas, às vezes passas por cima, não vês que te quero, desesperadamente ao meu lado por umas horas, ou até breves minutos, isso bastaria para mudar o meu dia. Há dias em que não sei porque te isolas, porque te escondes, porque não falas, quando eu não sei estar sem ti.. E, penso muitas vezes, que a culpa deve ser minha, por querer tanta atenção.






