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28.11.10

maybe next time,


"Um dia a maioria de nós irá separar-se.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que partilhamos. Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas dos finais de semana, dos finais de ano, enfim... do companheirismo vivido. Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre. Hoje não tenho mais tanta certeza disso. Em breve cada um vai para seu lado, seja pelo destino ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe...nas cartas que trocaremos. Podemos falar ao telefone e dizer algumas tolices... Aí, os dias vão passar, meses...anos... até este contacto se tornar cada vez mais raro. Vamo-nos perder no tempo....
Um dia os nossos filhos verão as nossas fotografias e perguntarão:
"Quem são aquelas pessoas?"
Diremos...que eram nossos amigos e...... isso vai doer tanto!
-"Foram meus amigos, foi com eles que vivi tantos bons anos da minha vida!"
A saudade vai apertar bem dentro do peito. Vai dar vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...... Quando o nosso grupo estiver incompleto... reunir-nos-emos para um último adeus de um amigo. E, entre lágrima abraçar-nos-emos. Então faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante. Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida, isolada do passado. E perder-nos-emos no tempo... (...)"

#22 LETTER TO SOMEONE YOU WANT TO GIVE A SECOND CHANCE TO
Gostava muito de vos dar uma segunda chance, de não vos voltar as costas quando sinto que se estão a aproximar, de não ter medo que todos nós tomemos cada um o seu caminho, outra vez. Por isso, peço desculpa por não me conseguirem voltar a conquistar do modo que queriam, talvez um dia amigos, talvez um dia. Até lá, guardo todas as gargalhadas, todos os sorrisos e lágrimas, todas as vezes que me levantaram e me obrigaram a lutar, e principalmente, tudo aquilo que vocês transformaram em mim. A vida passa por nós, mas não corre em vão, na verdade não, ela deixa um pouco de cada um em nós. E olhem, depois de tantas juras, tantas promessas, tantos sonhos e planos, somos apenas mais uns, e não aqueles.

1.7.09

everything come and go

Desde muito pequena que a mim sempre me disseram que os amigos não são para sempre. Devo dizer, como sempre disse, que não é verdade. Ao longo da nossa vida, vamos tendo várias pessoas ao nosso lado, às quais acabamos por chamar de amigos, mas como tudo, umas ficam, outras têm que ir. Achamos sempre que vai durar para sempre, os amigos da escola primária, eram para sempre, alguns, ainda estão a nosso lado, depois os do básico, são para sempre, e os amigos do secundário também, há uma altura na nossa vida em que eles são sempre, para sempre. Eu guardo-vos a todos, embora muitos deles, soubesse que se iam perder no caminho, foram sempre para sempre, porque é para sempre enquanto existe. A nós, resta-me dizer que somos irreconheciveis, mentiria se dissesse que por vezes não tenho saudades, foi com vocês que cresci, e como sempre me disseram, são os anos do secundário que vamos sempre relembrar, mas o secundário já acabou, e muitos de nós também já. Enquanto existimos, fomos sempre um, mas as coisas mudam, e acabamos por partir esse um, em um para cada um. E eu que pensava que não havia nada melhor do que vocês, aprendi que vocês não são tudo. Não foi difícil dizer-vos adeus, pelo menos não tanto como imaginei quando estava com vocês, não tanto como imaginámos juntos, porque já nada havia para quebrar, era uma luta que cada um enfrentava para o seu lado, e acabamos por conhecer o que de nós estava escondido. Passámos muitos dos melhores momentos juntos, sorrimos juntos, e alguns de nós até chorámos juntos, falámos sobre tudo o que havia para falar, fizemos planos e muitos deles não concretizámos, outros, saboreamo-los com o maior sorriso do mundo, fizémos muito juntos, e estes que dizem ser os melhores anos da nossa vida, passámo-los juntos, mas agora, já nao estamos, e querem saber uma coisa, agora já não faz diferença. Obrigado pelo que foram.




foi a melhor forma que encontrei de recordar o que éramos.
" the world is closing in, and did you ever think that we could be so close, like brothers? "

4.2.09

minha "pequenina", o tempo não é tão grande.

Não vou precisar de referir o teu nome em nenhuma das minhas palavras, e acreditas que não tenho a menor dúvida que vais perceber que és tu quem eu escrevo nestas linhas?
Lembro-me de ti a cada momento em que oiço o teu nome, mesmo que não me estejam a falar de ti, relembro-me de cada palavra que falámos a cada segundo onde vejo uma fotografia tua, e não sei porque é que isto foi acontecendo, mas fazes-me falta.
Somos iguais, embora tu sejas loira e eu morena, tu baixinha (“és tão pequenina e tão gira!”) e eu com mais uns vinte centimetros, tu com esse gosto horrivel para o cor-de-rosa e eu, bem, eu com tantas outras coisas, fomos sempre iguais, e foi isso que nos juntou. Já sabes que falo de ti?
Acredito, quase desde o primeiro dia em que trocámos impressões, que tu és das poucas pessoas que eu nunca vou despejar da minha vida, mudaste o meu mundo desde o dia em que me disseste 'Olá' e eu não estou a exagerar. Estive a ler muito do que fomos, através do que escrevemos e as lágrimas rolaram-me a face, por vezes não tive a noção do quanto éras uma peça fundamental nos meus dias, no meu eu, e se queres que te diga, és das poucas pessoas que me faz realmente falta. As conversas que muitas vezes, não fui capaz de ter com mais ninguém, os sorrisos que só tu foste capaz de me arrancar, as lágrimas que deixamos escorregar, e principalmente, a força que só tu me deste quando tudo caiu à minha volta, fomos sempre mais do que aparentámos, já alguma vez pensaste nisso? Fomos sempre mais do que as palavras disseram, sempre mais do que a distância deliniou, sempre mais do que o abraço que trocámos, os beijinhos que demos, e os gozos que dissemos, fomos sempre mais do que as mensagens que enviamos, os desabafos que segredámos, os sonhos que planeamos, fomos sempre mais, sempre mais do que as horas em que desesperámos, mais do que as saudades tiveram e mais do que os olhos viram, fomos mais, sempre mais. E agora, fazes-me falta.
Não sei se como eu, te dás conta de que embora os nossos mundos se tenham separado, a vida encarrega-se sempre de por vezes nos cruzar, e continuamos a contar as coisas mais importantes uma à outra, e isso faz-me sentir tão especial, já te tinha dito? Sempre te disse que embora a vida nos pudesse levar a seguir outros caminhos, tinhas um lugar garantido no meu coração e não menti, nem minto se o voltar a frizar, e digo-o de novo. O tempo não apaga nem cura, e neste caso, não vai apagar, em momento algum tudo aquilo que fizemos uma pela outra, se às vezes me arrependo de algo, foi de não te puxar os braço quando eu e tu começamos a sair do nosso mundo, nem nos demos conta, mas és eterna e és das melhores amigas que eu já tive, não sei quantas vezes to disse. A minha vida perdeu brilho, perdeu a tua alegria contagiante, as tuas parvoices diárias, as nossas brincadeiras parvas, a tua sinceridade inata, o brilhozinho nos teus olhos quando falavamos, perdi muito quando fomos embora. Mas não adianta culpar-me, nem a mim, nem a ti, o tempo pode ser muita coisa, mas ainda não o classificaram como ladrão, e ele não nos rouba o sentimento nem o passado, e eu gosto muito de ti, das nossas histórias e do que ainda podemos viver, porque eu não me esqueci que daqui a alguns aninhos me vais continuar a contar todas as novidades e que vamos ser as velhinhas mais cuscas que já conhecemos. E por enquanto, fazes-me falta.
Obrigado porque foste o pilar da minha mudança, o começo, e o meio do muito que sou hoje. Obrigado porque foste sorrisos, lágrimas, gritos, risos, conversas, conselhos, apoios, cumplicidades, sonhos, projectos, decisões, bem.. foste uma vida. E eu, não, tu, fazes-me falta.

(se te fosse escrever tudo o que sinto numa carta,
não mudava uma virgula em tudo o que aqui escrevi.
começava por: - Minha pequenina, e acabava com um amo-te
E nas entre-linhas, embora não estivesse escrito, irias ler:
' O tempo não é assim tão grande que consiga apagar a amizade. ')