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11.4.09

há cartas e cartas.


(não a descreveria como “a carta que eu nunca te escrevi” mas sim “a carta que os meus olhos te leram”)

Querido amor de uma vida, gostava de te dizer que não tenho saudades tuas, mas morro desde o segundo em que te virei as costas, e se fosse apenas uma vez, mas enfrento a dor de te virar um mundo tantas quantas as vezes que te vi pedir... mas eu não te sei ver ir embora! E não é nada que tu já não soubesses. Senti saudades tuas em cada segundo em que não pudeste estar ao meu lado, senti tristeza em cada até já que nos vimos obrigados a dizer, chorei em cada beijo de despedida, e correspondi cada sorriso teu, e nunca precisaste de me dizer mas, eu sei que tu também sofreste sempre que me levavas a casa. (vou agora contar-te um pequeno segredo, às vezes ainda te imagino a levares-me até ao comboio, e continuo a sorrir para trás, lembraste disso? Até quando me foste dizer adeus eu te sorri! E tu sabias que eu estava a chorar... diz-me, onde consegues tu encontrar alguém como eu?!).

Mas, quero dizer-te que a vida não espera por nós, quisemos um mundo para nós, com o nosso tempo, as nossas horas, as nossas palavras e de tudo o que construímos, sabes dizer-me o que é que ainda é nosso? As muralhas do reino não eram assim tão fortes, os soldados não souberam fazer guerras e o amor não soube trazer para casa a vitória, perdemos a batalha! Deixei de sentir os teus braços a proteger-me do frio, e a dizerem-me que não me vão deixar ir, deixei de te ouvir susurrar-me que eu era a tua vida, e diz-me tu como se aprende a viver sem isso? Deixei de sentir a tua mão entrelaçar a minha e a guiar-me o caminho e eu perdi-me de mim mesma. Queres saber uma coisa? Eu ainda hoje não sei porque te foste embora... E por isso não sei como te deixar ir, às vezes, aqui bem dentro ainda nos vejo a passear de mão dada, a rir das caras um do outro, ainda me oiço a dizer que te odeio e que és tudo para mim, ainda me vejo a fazer-te aquele olhar do “tem mesmo que ser?” e por vezes ainda me deixo falar “tens mesmo que ir embora?” mas eu não posso, não posso viver numa casa que já não está no mapa, um caminho que já ninguém conhece, quem somos nós? Agora, somos apenas tu e eu, e é como se não tivessemos tido passado, mas para mim temos, eu já te disse.

Diz-me, de manhã nunca acordaste a pensar que já adormeci ao teu lado? Embora nunca te tenha dito, eu acordo muitas vezes assim, mas olho para o lado e só estou lá eu, tu já te levantaste bem cedo e foste embora mas nem se quer me deixaste um bilhete a dizer para onde ias, ainda estou à tua espera em casa, vais demorar? Podes ligar-me a dizer que já não vens cá dormir, eu já estou à espera. Mas porque é que voltas às vezes, se tu sabes que não me queres dar aquilo que eu peço? Se só me vens visitar, abre a porta e vai-te embora, eu não quero memórias perdidas! Se só me vens mostrar que estás bem sem mim, segue em frente, não te quero apelidar de desilusão mais uma vez! Se só vens ver se eu ainda estou aqui pra ti, desaparece, eu não corro atrás de fantasmas! Se só vens para me sorrir, não venhas, as lágrimas já não gostam mais de ti...

Disse-te uma vez, não sei se te lembras que “Eu tenho um grande defeito, ou não. Raramente gosto, mas quando gosto é a sério...e eu gosto mesmo de ti”, o mais dificil não foi admitir que não vivia sem ti, foi aprender a viver contigo, como queres tu que aprenda a viver sem ti? Eu teria dado o mundo por ti, mas já não dou, nem te dou uma vida... muito menos a minha!
Agora, lembra-te que da ultima vez que estiveste comigo não me olhaste nos olhos, e eu conheço esse olhar melhor que ninguém, não me sorriste e eu sei que tu não sorris a quem nada te diz, nem me falaste, e eu percebi que não estava a fazer mais nada na tua vida. É suposto irmos embora quando percebemos que estamos a mais não é? Se um dia quiseres voltar, chama por mim, eu também só oiço aquilo que me interessa... Até já ou até nunca.

é de manhã, acordo e olho para o lado,
a minha mãe hoje escreveu que tu já não voltas.

1.4.09

Everything




- Vais continuar a amar-me quando eu estiver cheia de rugas?
- Vais continuar a amar-me quando eu tiver acne? quando tiver medo do que está debaixo das escadas?

(...)
- em que estás a pensar?
- estava a pensar que nada é eterno (...)
- Algumas coisas são...

- Boa noite Daisy
- Boa noite Benjamin!

E naquela altura e naquele lugar, ela percebeu que nenhum de nós é perfeito para sempre..

- Amar-te foi tudo para mim...

__

Pelo que vale, nunca é tarde demais, ou no meu caso, demasiado cedo, que sejas o que queres ser. Não há limite de tempo, podes começar quando quiseres. Podes mudar ou ficar na mesma. Não há regras para isso. Podes escolher o melhor ou o pior da vida. Espero que escolhas o melhor da vida. Espero que vejas coisas que te surpreendam. Espero que sintas coisas que nunca sentiste antes. Espero que conheças pessoas com diferentes pontos de vista. Espero que vivas uma vida de que te orgulhes. E se achas que não és capaz, espero que tenhas a força para começar de novo.

(...) quando te aproximas do fim, tens que aprender a perdoar.

In: The Curious Case of Benjamin Button.

Quero que saibas que nós também somos personagens de um mesmo livro. Caminhamos em direcções opostas, tu caminhas para o futuro, eu ainda me vejo a olhar-te do passado. E por isso, já nos encontrámos. Não importa agora o quanto tu caminhas para mais longe de mim, importa apenas que já nos cruzámos num outro dia. Percebo agora porque tivemos de esperar tanto tempo para nos encontrarmos na altura certa, eu estava demasiado no futuro, e tu tinhas acabado de sair do passado, já me passaste à frente.
Vais continuar a andar, e eu não quero que páres, um dia mais tarde talvez possamos dizer de novo um “Olá”, soltar um sorriso e sermos um outra vez. Até lá, não importa a quantas pessoas te dás, a quantas pessoas te sonhas, não importa quantos corpos mantens quentes e protegidos, quantos lábios aqueces, a quantos corações acendes a chama, a quantos sorrisos ofereces um dia melhor, a quantas noites tornas perfeitas com as tuas palavras, não me importa nada se não o momento em que foste meu. E eu acredito que só se ama uma vez na vida, e eu amei-te, todos os dias mais!
Eu vou seguir o meu caminho, vou trocar os olhares que tiver que trocar, vou beijar, ainda que sem amor e só com paixão, vou andar de mãos dadas, passear até por sitios onde já te levei, dormir nos mesmos lençois onde já nos deitamos, e sorrir da mesma maneira que te sorri, vou vivê-los sem amor... no final só fica quem realmente importou. Eu não gostei de ti, eu amei-te.


Se um dia um de nós voltar, estarei aqui para receber os dois.

28.3.09

É tudo à base de matemática.

E não fui eu que te pintei!
Desta vez, escreveste-te sozinho. E não me digas que os outros te desenham como querem, na verdade desenham-te todos na perfeição, só muda a tela, e de tantos artistas, acho que só tu é que podes ter errado. Não me digas que eu é que me deixo levar, que te traçam como não és, porque desta vez, não me vieram falar, falei-me eu!
Mas a culpa é minha, pintei-te na perfeição que não eras, vivi na beleza que não tinhas, escrevi-te nas palavras que não leste, sonhei-te em cada beijo que trocámos, protegi-te em cada abraço que demos e no final, não és nada. Não és diferente, nunca foste.
Ris-te de quem não és, vives de quem sonhas, interpretas um papel que não te cabe, e no final tiras sempre a máscara! Que péssimo actor, não se revelam os maiores mistérios, acabas por perder a plateia.
Querido amigo, às vezes é preciso saber desistir antes de entrar, cá estou eu, não volto mais. Porque quando me olhaste nos olhos e eu fui embora, soubeste que eu ia de vez. Não faças confusões, eu não te odeio, isso seria um suicidio de quase amor, simplesmente não gosto de ti, e isso incomoda-te muito mais!

Ah, e eu sei que não fui mais uma, fui apenas outra.
É tudo à base de matemática, são só calculos para as estatisticas.

14.3.09

super-herói / Fantasma ?




Desculpa a pergunta, mas porque é que trouxeste de volta os meus fantasmas?

E eu que pensava que tinha perdido a chave do sotão, escondeste-os e largaste-os, e como sempre, quando eu não estou à espera, quando eu pensei que as correntes já não nos atormentavam mais, apareces e abres a porta. - Oh caça-fantasmas! Também sabes caçar memórias?
Larga os lençois, despe os sustos à campeão, e tu que já não me assustavas... mudaste em tanto, mas ainda remexes a minha vida, como podes? ainda tens aquele efeito em mim, deixo sempre as questões mais complicadas por fazer, antes tinha medo das respostas, agora nem as quero!
Os fantasmas só assombram as casas vazias, ou quem habita casas que nunca lhes pertenceram, não te esqueças que eu vejo filmes de terror! Aqui moro eu, e a casa sempre foi minha. Não te tinhas esquecido do caminho? Apareces, bates à porta e não sabes o que responder quando eu pergunto, inocentemente: " quem é? ", maldito fantasma, tu não és imortal!
Se te escrevesse um poema, comparar-te-ia com o nevoeiro, apareces quando queres, e dou por ti apenas quando te vejo, nunca te oiço a aproximar, e como sempre, sei que vais embora, e no dia seguinte, provavelmente, ou não, só lá estará a chuva, tu já fugiste à muito. Gostas de assombrar os meus dias? Conheces-me bem demais, sabes que eu adoro o sol. Porque não vais embora como fazes sempre? Assombras-me, depois pegas nas tuas nuvens, e vais-te embora, e só te vejo no próximo inverno (?!) deixa as águas quietas nos rios, e o que se avizinha? Fantasma do tempo!

Porque é que não podes, como sempre, desaparecer? Já estiveste aqui tempo suficiente para saberes que mudas a minha vida se quiseres, que destróis as minhas muralhas de plástico, se eu abrir a porta, vais sair?

Se alteras vidas, porque não começas pela tua? Muda a máscara, troca o fato, já não és o meu super-herói! Não tens super-poderes, ficaram na cabine telefónica esquecidos! Não tens uma capa, nem a força de um herói, e desculpa desiludir-te mas não voas! Se queres que te diga, super-herói aqui? Só o tempo, não tem asas e também voa.
e os fantasmas são personagens de banda desenhada,
os super-heróis só existem nos livros e filmes...
No meio de tanta fantasia, diz-me lá, onde é que ficas tu?
- adeus?!

20.1.09

até nunca.

Perdoa-me o egoísmo.. o 'para sempre' não existe e o 'era uma vez. (...) e viveram felizes para sempre' foi uma invenção reles de um D.Juan qualquer, como tu.


E eu, não páro no tempo, o tempo também não pára para mim.


(segui em frente, não me sigas, não te quero nem sinto saudades tuas, nem tão pouco tenho vontade de te ver outra vez, venci-te, devias ter aprendido que o importante não é cortar a meta em primeiro lugar, mas sim vencer a corrida)




até nunca.
... eu estou feliz.

17.1.09

eu não adormeço.

Eu não adormeço à sombra de promessas faladas.

quero que saibas, hoje li um dos últimos vestigios teus, em mim: abri o meu rascunho de recordações numa página ao acaso e lá estavas tu.


- porque é que me amas?
- pelo que és, e tu, porque é que me amas?
- também pelo que és.
- e porquê?
- porque penso como tu, nós somos um.
- até quando?

- até sempre.


(deixa-me ensinar-te uma coisa, o sempre não existe, e tu,
certamente não sabes o que é, então não fales do que não sabes.)

Retirei esse vestigio absurdo, e queimei-o. Não o fiz para te esquecer, dou-te muito valor, não penses assim.. só não quero adormecer à sombra de promessas faladas..

e não durmo. Os meus sonhos são dia-a-dia porque nunca mais te vi, nunca mais te falei, nunca mais te toquei, e não te procurei, nem quis. Fiz o impossivel, trouxe o sonho para a realidade. Esqueci-me de ti mas não te esqueci, nem esqueço. Como podemos nós esquecer quem nos ensinou que os sonhos são para serem sonhados, não há vivencias. Como podia eu esquecer quem me mostrou que as palavras são ilusões, ' acredita apenas no que podes ver, do que te dizem, desconfia '.. mas tu já viste que eu não te quero, primeiro, leste-me, depois disseram-te, e eu confirmei, e agora já tu viste.

(quero contar-te uma coisa)
dei um nome a este capítulo de mim em que falo sobre ti. Por tudo o que fizeste por mim e pelo que me ensinaste chamei-lhe ' promessas faladas ' ... (podia escolher, 'sorrisos de vidro' ou 'emoções intelectualizadas' mas ensinaste-me a prometer, e mostraste-me que prometer não vale nada.)

e eu, já não acredito.. foram só palavras de conforto, e a mim, já não me importas. Perdi o dom de te escrever de amor, mataste-o, assassino sem escrúpulos. Aprendi a escrever sobre desilusões.


aprendi a escrever-te.

16.1.09

Deixa as histórias para criança.


Sou uma barreira de muralhas erguidas, para ti. Sou uma miragem de sonhos e promessas. Uma tempestade de sentimentos e emoções, mas não pra ti. E queres que te diga? Deixaste de me emocionar, perdeste essa capacidade, a melhor que tinhas. Escapou-se o dom de me tocares, sou imortal, para ti, nada do que possas usar em mim me vai destruir. Não é ódio, é indiferença. Sabes qual é a diferença entre eu e tu? (sim, não agrupo separados) Eu sei passar sem reparar, e tu precisas de fingir que não reparas. Que não te toca, que não te doi, e que não te importas. Que me dizes? O aluno saiu-se melhor que o professor, obrigado por ensinares. Critica-me por tudo o que puderes e quiseres, nunca conheceste ninguém que aprendesse tão rápido, já devias saber que eu não me deixo espezinhar por quem quer que seja, e tu que foste primeiro e único em tanto, não irias certamente ser a excepção. Agora escusas de procurar o caminho de volta, apaguei as pegadas e cortei as passagens, começámos a separar-nos e estamos divididos, não era o que querias?
Deixa de misturar os restos que guardas do passado que tiveste comigo, porque não tivemos, com o presente que tu tens e que eu tenho, as lágrimas ficaram guardadas e arquivadas na caixa empoeirada, no sotão da casa que não chegamos a comprar, mas que a vontade o sonhava. Recuperei-me, encontrei o baú onde me tinhas escondido, e trouxe-me de volta a mim. Aprendi que não nos podemos abandonar, e tu não tinhas o direito de me tirar de mim. Não me assombres a casa, não se perde tempo com quem não se importa, tu não te importavas e eu, não me importo.
Vai fantasma do meu coração, foi triste ver-te morrer o meu amor. Gosto de ti amigo.
diz-me, não é o que querias?
- eu quero... distância.

Fecha as tuas palavras à principe encantado, do mais rasca que sabes ser, que decoraste dos livros que te leram dos contos de fadas, de nada servem. Deixa esse teu pseudo-cavalheirismo de parte que te mostraram os filmes que era irresistivel, nada muda. Arruma esse sorriso amarelo de falsidade, que aprendeste a fingir com facilidade, e por isso, já não sabes sorrir. Põe de parte essas promessas faladas que ouviste dizer que faziam qualquer rapariga feliz, já nada enchem. Guarda tudo isso para a tua próxima conquista, porque eu deixei de ver filmes e comecei a colecionar vidas.
- e agora, sabes uma coisa?
, eu estou bem. (sem ti)

8.1.09

Agora, amigo.



Não me olhes assim, não me podes. Desculpa ter saído assim da tua vida, eu sei que não estavas à espera mas foste tu quem saiu primeiro. Vais pensar no mesmo que eu, eu sei, 'não tinhas o direito', de quê? - pergunto eu agora. Não tinha o direito de fugir? de me fartar de sonhar com algo que não vinha e que provavelmente nunca iria chegar? de não sorrir porque levaste tudo o que me fazia feliz? de não falar para nada me magoar e mais, não tinha o direito de me ir embora? eu não tinha o direito é de esperar por ti, não podia viver este amor sózinha, desculpa. Eu sei que deixei de te sorrir, mas foste tu quem fechou as gargalhadas primeiro, deixei de te falar como falava mas foste tu quem esqueceu as palavras primeiro, deixei de te tocar mas não te esqueças que foste tu quem virou as costas primeiro, e eu não fiz porque tu fizeste, desculpa se pensas assim, eu compreendi apenas que não há amores só meus. E vais pensar, tal como eu, que se fui para longe é porque não preciso de ti por perto, que se fugi de todas as nossas promessas é porque nunca te amei, que se arquivei todos os nossos momentos é porque nunca senti aquilo que disse. Eu sei que te vais sentir assim, mas enganas-te, se eu fui para longe é porque precisava tanto de ti que a tua ausência me magoava de mais, se eu fugi de todas as promessas, não foi por não te amar, foi porque eu não alimento ilusões e se arquivei todos os nossos momentos é porque não os quero esquecer, deixa que venha a saudade, é sinal de que o passado valeu a pena. E agora? agora perco-me, esqueço este caminho que me leva a ti, deixo as recordações para trás e sou eu e só eu outra vez.
(não te preocupes não deixo ficar nada perdido)
um dia volto, e venho buscar tudo,
com o maior sorriso do mundo.
[venci]

2.1.09

Desculpa, é tarde.

Desculpa. Desculpa estar a ir embora, mas eu não pertenço aqui e nunca pertenci, desculpa dizer-te só agora. Agora que já chorei tudo por ti, agora que já gritei tudo por ti, que caminhei o mais que consegui, que lutei o que a minha vontade deixou, agora que já não sei o que fazer por ti, que já falei tudo o que tinha a falar e agora que nada ouviste do que tinha para te dizer, que já não sei onde estás e por que caminhos vagueias, desculpa ter percebido só agora que este nunca foi o meu lugar, já vou tarde. Desculpa descobrir após tanto tempo que tu tinhas razão, que as recordações são para ser postas em caixas e arquivadas e nada de visitas prolongadas, só vi agora que o que passámos pertence a outro mundo, também já vou fechar a porta, desculpa a demora. Não vou correr atrás de ti, desculpa, já mudei a rota e fiz do meu coração pedra, raspei com força e escrevi: eu não te quero mais. E não quero, não quero mais amar-te e não te quero comigo, nem perto de mim, já não quero e mesmo que quisesse não posso querer, desculpa ser só agora.. Voltei a olhar em frente, desculpa, não tinha percebido que não te podia meter primeiro que eu, pensei que ias ficar e só agora vi que me tentaste ensinar que nada mais importa se não eu, nunca mentiste, sempre disseste que eu era tudo, esqueceste-te sempre de mencionar é que eu era tudo, para mim.
Agora estou como tu, finalmente - pensas tu para ti, eu e só eu importo, não sei mais querer-te do jeito que queria, risquei a palavra amor e todos os possiveis significados do meu dicionário de ti, não quero mais amores estragados, sózinhos e só meus. Desculpa eu sei que é tarde mas, eu já saltei da carruagem e tu já vais longe, desisti de te apanhar.

adeus meu amor estragado, vêmo-nos mais tarde.

1.1.09

o amor tem prazo de validade.




O amor tem prazo de validade. Fala-me que amor é esse que tu criaste? É diferente do meu e eu ainda hoje não percebi. Mas espera, é amor? (imagino que me digas que sim, respondo com um suspiro - ao menos isso.) O teu amor tem prazo de validade, pouco durou, e já nada dura. Que amor sujo é esse que deixaste destruir sem dó nem piedade e originou sal, na minha cara todos os dias e todas as noites, que amor é? Que raio de significado dás à palavra amor, se não o meu? Diz-me, é passear de mão dada, dar um beijinho ou outro, um abraço quando as coisas parecem estar a ficar mal e um sorriso para parecerem estar sempre bem, é pronunciares umas quantas palavras para não se perder a esperança e susurrares um rir de vez enquando para dares a entender que te faço feliz, é este o teu amor? E desculpa, criticar o teu amor, mas.. nem sempre o senti só assim. Diz-me ao menos, que não fui só eu a desenhar este amor no meu coração, ele de facto existiu? Perdoa-me a dúvida, às vezes parece que fui apenas eu que o sonhei.. se foi real, obrigado meio amor. Mas deixa-me que te diga, isto do amor é uma merda. O amor tem prazo de validade, quando passa, também fica estragado, mas diz-me quem é que nunca viveu um amor estragado? Desgastamos todas as palavras e todos os sonhos nos primeiros lençois que aconchegaram os nossos corpos, em vez de nos usarmos a nós. Perdemos todos os nossos planos no primeiro objectivo realizado porque não soubemos andar para a frente. Isto de sofrer, deixa-me que te diga é uma merda. Deixamos para trás todos os nossos beijos e momentos partilhados, porque não soubemos ser iguais. Quero que saibas, isto de te amar ainda hoje e muito mais amanhã, é uma merda. Fechamos todos os caminhos quando me disseste adeus, e isto de chorar cada vez que falo em ti, é uma valente merda. Rasgo todos os papeis em que nada escrevi para nada ter para te enviar, isto de não saber viver sem ti é uma merda. O amor tem prazo de validade, o teu era curto e o meu nunca mais acaba.


e deixa-me contar-te um segredo: estou farta deste amor estragado.

desculpa, mas não te posso querer mais.

31.12.08

nova morada.





O que fomos, o que podiamos ser, são dúvidas, já não interessa. Mas.. o que somos nós? somos a distância. Não a que nos separava que era apenas um rio, mas esta nova que criámos e que sobre ela, nada sei. Em tempos, percorri tudo o que nos separava, um comboio, um metro e um autocarro, fazia-o para poder estar contigo nem que fossem cinco minutos e digo-te: eram sempre os melhores minutos da minha vida, que na verdade eram horas. Mas como posso eu percorrer uma distância da qual desconheço o caminho? O que somos nós não, desculpa, eu e tu, às vezes quase me esqueço que preferes assim. E para mim, és a causa das minhas insónias, da minha falta de humor, do meu sorriso pouco feliz, das minhas lágrimas ao deitar e ao acordar, da saudade que me consome a vontade, do meu andar estático com vontade de voltar para trás, do meu relógio parado num dia que não quero nem consigo esquecer, és a causa desta raiva por não te conseguir odiar, és a minha ilusão e sonho de realidade, és a sede insaciável de tocar os teus lábios nos meus, a necessidade do calor das tuas mãos no meu rosto e da tranquilidade dos teus braços à minha volta, e principalmente amor, se me permites que te chame assim, és tudo. O que eras, o que podias ser, mais uma vez não interessa. Continua em frente, quem errou o caminho fui eu, não voltes atrás porque se eu não me encontro como podes tu encontrar? Como podes tu encontrar-me se me levaste contigo e eu não sei onde estás? Somos a distância, uma casa que tu criaste e esqueceste-te de me enviar a tua nova morada, desculpa vida, mas eu não sei ir para aí.
escuta amor, se foi a distância..
- certamente não foi a do rio.

30.12.08

mensagem recebida, resposta enviada.




mensagem enviada, 02:32 am :

" Tenho tentado agir contigo como apenas uma amiga, mas não é fácil, e não é p'ra isso que estou a mandar mensagem. queria apenas desejar-te um bom dois mil e nove. Quero que saibas que tudo o que passei contigo é o que de melhor levo deste ano... desde o primeiro dia em que te vi até ao último, desde o melhor ao pior, desde os sorrisos às lágrimas, desde as promessas às ilusões e desilusões, desde os abraços às bocas parvas, desde as boas conversas às discussões. TUDO! Foste o melhor que me aconteceu e nunca nada do que eu te tenha dito foi para ficar bem, ou porque sabia que ias gostar de ouvir, tudo o que te disse foi sempre sentido! É como eu escrevi um outro dia " parece que tudo o que passei foi apenas o caminho para chegar a ti, e tudo o que virá depois, recordação de ti ", não penso no que podia ter sido, porque já existe um foi. Aconteceu e resta-me apenas dizer que até hoje proporcionaste-me muitos dos melhores dias da minha vida. Há uma coisa que não posso negar, foste a única pessoa capaz de me fazer apegar a alguém, e com isso, de certa forma, ensinaste-me a gostar a sério de alguém. Quanto a isso só tenho a dizer uma coisa: obrigado. Quanto a muitas outras coisas, desculpa. Desculpa principalmente por não saber evitar dizer-te tudo aquilo que tu não queres saber, mas eu sou assim: raramente gosto, mas quando gosto é a sério. E apercebo-me agora porque é que naquela altura, há muitos meses atrás, eu me afastei de ti: acho que tive medo de me estar a apaixonar. Eu sei que não gostas de ler, mas é dificil não dizer muito quando escrevo para ti.. Guardo tudo o que é nosso, desde momentos a palavras e mensagens. "


Há outra coisa que deves saber, muito deixei eu por te dizer. E há outra que não te deves esquecer: eu sei que nada é eterno. E tenho uma que tu não queres que eu diga, eu não me consigo esquecer de ti, desculpa. Faltou-me dizer-te que te amo hoje como te amei ontem e há muitos dias atrás também. Faltou-me dizer-te que a tua ausência pesa-me, e tira-me um eu. Mas desculpa, não tens que saber.
Imagino-te a ler a minha mensagem, com a mesma cara de sempre, de quem nada lhe interessa, mas com o maior orgulho do mundo. Talvez a imaginares um ou dois momentos nossos entre uma e outra linha e a sorrires. A leres uma e outra vezes as palavras que eu escrevi porque te recordam aquilo que já fomos e a pensares o que podiamos ter sido.. Ou talvez não, desculpa, era como eu gostava que a lesses. Vejo-te a acordares de manhã com " Uma Nova Mensagem Agnes " - porque calculo que seja esse o nome com que guardas o meu número, e por acaso o primeiro da lista - a abrires a mensagem e a fazeres aquela cara que me diz 'não compliques mais a coisas Inês', a leres tudo com alguma atenção para não teres de ler mais que uma vez, e a pensares 'que poderei eu dizer se já foi tudo dito?' ou mais provavelmente 'nada tenho para dizer', a responderes-me simplesmente com os mesmos desejos e a esperar que eu não estivesse acordada para nada mais teres de me dizer, acertei? desculpa se falhei, mas acho que ainda te conheço um pouco bem. Escrevo tanto para ti, e sei que nada lês, não me importa, cada palavra minha transborda saudade de ti. Onde estás? Eu sei que não te vou voltar a ver..

Mensagem recebida 08h23am, (para quê escrever?) obrigado.

28.12.08

conta-me histórias.



Deixa-me dizer-te que tu ainda és a minha vida, e eu sei que tu não queres saber. Deixa-me dizer-te que tu és dono do meu pensamento, e eu sei que nada te interessa. Deixa-me dizer-te que o meu mundo se resume a ti, e eu sei que nada fazes para o merecer. Deixa-me contar-te duas histórias, e eu sei que tu não as vais ouvir... Deixa-me recuar um ano e deixa-me mostrar-te o que eramos, ou também te lembras? Lembras-te de rir comigo de tudo o que viamos? de te sentares comigo a ver o rio quando já era noite e o frio se fazia sentir? Lembras-te de me abraçares quando eu dizia que estava frio? e de me sorrires quando eu sorria para ti? Lembras-te de me olhares nos olhos e de eu fugir logo a seguir? de andar comigo de mão dada sem teres medo daquilo que podiam pensar? fala-me.. de que te lembras tu? Eu, deixa-me que te diga lembro-me de sermos um sem sabermos que o eramos.
Desculpa ter-me despedido de ti como me despedi, sem porquês e com um único beijo há muitos meses atrás, não sei porquê, não te quis voltar a ver, hoje acho que tive medo de me estar apaixonar por ti, não podia adivinhar que ia amar-te muito mais, agora.
Leva-me agora para apenas dois meses e meio atrás, ainda tens alguma coisa viva na memória? do nada, voltámos a ser tudo. Voltaste a sorrir comigo e a fazer-me feliz, voltaste a andar comigo de mão dada pela rua e a agarrar-me a toda a hora, voltaste fazer-me sentir-te, voltaste a olhar comigo para o rio e agora, com mais significado. Lembraste de te aperceber que começaste a ser meu? eu não, sei que ainda não eras e ao mesmo tempo começavas a pertencer-me. Lembraste de ver o amor bater-nos à porta? Eu não, mas com o maior sorriso do mundo, deixei-o entrar. Lembraste de me olhar como se nada fosses sem mim? eu lembro-me, já te esqueceste que eramos um?
Agora foi a tua vez, quiseste ir embora, também tiveste medo de te estares a envolver muito e por isso não me queres voltar a ver? ainda não te percebi... Desculpa ter-me despedido de ti como me despedi, eu sei que fui eu quem te abraçou primeiro, mas desta vez, não sabias que eu ia chorar quando te voltasse a tocar? Desculpa-me, não consegui evitar amar-te ainda mais quando me disseste adeus. E desculpa, por ainda esperar que desculpas me peças, não podias ter ido assim.
E agora, é como se tudo fossem fotografias sem cor do tempo que passa mas não vai. Vou contar-te o que podiamos ter sido... não, desculpa-me mas não posso. Nunca saberás o quanto tive para te dar, nem eu. O que podiamos ter sido nós? um futuro a um, porque nunca fomos dois. Quando começamos nós a separar-nos? Despeço-me agora de ti, como da última vez em que estivemos juntos, não com um "amo-te", mas sim com um "fazes-me falta".

26.12.08

eu não sabia, e aprendi.

Eu não sou eu. Eu sou eu e mais outro eu que não é possível juntar. Hoje conheci a tua ausência, queria estar contigo mais uma vez, mas não te encontrei, dei de caras com a saudade, queria estar de novo ao teu lado, a rir como se não houvesse amanhã. A abraçar-te como se fosses ficar sempre nos meus braços e a olhar-te como se fosse desenhar cada traço do teu rosto, cada expressão na memória. A sonhar-te numa casa nossa daqui a alguns anos, a contar as nossas histórias a duas crianças a que chamariamos de filhos, ao calor de uma lareira numa noite de inverno, depois de me aconchegares junto a ti, sempre com o teu olhar expressivo e o teu sorriso contangiante, porque eu imaginei uma vida a teu lado. E a amar-te, cada dia mais porque nunca se sabe o dia de amanhã e eu amei-te todos os dias como se fosse o último instante contigo, nunca saberei o quanto eu te amei, nem tu. Se só se ama uma vez na vida, obrigado por te partilhares comigo, então, eu vivi o momento da minha vida, e como nos filmes, talvez venhas a ser o homem por quem vou suspirar toda a vida, o homem de quem irei falar a toda a gente e dizer que foste tu a minha aventura de adolescencia, quem me deu o melhor e o pior, com quem eu aprendi e quem eu realmente sempre amei. Procuro a realidade em mim, nem eu a quero ver, sei que não fui, nem nunca serei para ti o que foste para mim, tenho consciência disso, não preciso de ilusões, prefiro assim, não quero que tu alguma vez sofras o que eu estou a sofrer, sem ti. E se eu não sei viver sem ti? não meu amor não sei, e desculpa chamar-te algo que não te diz nada, mas acho que nunca soube, parece que tudo o que passei antes foi só o caminho para chegar a ti, e tudo o que virá, recordação de ti. Não sei, e não vivo, imagino-te todos os dias como se vivesses em mim. Mas, eu também não sabia ler, e aprendi.

23.12.08

Já vais? - Adeus.


As estradas estão frias, escuras e desertas. Tiveste a capacidade de mudar não só a mim, deixaste de passar por todos os sítios onde estivemos ou sou só eu que já não te encontro lá? Perdi o teu sorriso na última vez que te vi, percebi que já não era meu, já não era eu que estava nele. Afastaste o teu olhar na última vez que estivemos juntos e eu percebi que já não era p’ra mim, já não o mereço. Rasgaste o sentimento no último abraço que me deste e eu percebi que já não és o mesmo, já não te tenho e isso muda-te. Pensaste as últimas palavras que me disseste e mesmo assim não me soubeste falar e eu percebi que já não querias estar comigo. Foste embora, mas não mostravas vontade de ir, porque olhaste para trás? Querias que chamasse por ti uma última vez, sabendo que não ias voltar? Ou querias que eu percebesse que era mesmo um adeus? Eu percebi, e tu, viste quando deixei que isso entrasse na minha cabeça e transbordasse nos meus olhos? Ou estavas demasiado ocupado a pensar no teu futuro que nem olhaste para o presente? Esse sempre foi o teu erro, o teu futuro e não o nosso presente. De que te serviram as minhas palavras? Ouviste-as mas nem pensaste nelas, ou julgas que já não sei ler os teus olhos? Subestimas-me tanto, já te disse? Continuaste e deixaste cair cada pedaço do que eras comigo pelo caminho, não sabes sê-lo e não queres. E eu, eu deixei rolar-me na cara cada momento nosso e palavras tuas. Seguimos caminhos distintos, passou-te por acaso pela cabeça que podemos não saber voltar a cruzá-los? Não sei, mas deixaste que tudo fosse na mesma, “ e tudo o vento levou ” diria eu. Viste como fiquei quando percebi que não te ia voltar a ver? Morreu uma parte de mim, que eu, de certa forma, desconhecia, entreguei-ta e tu não percebeste, pelo menos assim aceitaste. Cuida bem dela, talvez não voltes a ter mais nenhuma. “ Fazes-me falta ” foram das últimas palavras que eu te disse, e tu?

18.12.08

Dezoito.




Cada vez que procuro recordações nossas, é como que se estivesse a ler um livro, nunca sei qual delas vai aparecer primeiro, depois, assim que aparece uma, vêm todas atrás, uma por uma e eu não consigo evitar. Se te foste embora porque é que não levaste tudo contigo? Se estavas de saída, pensasses em tudo antes, mas não foste capaz, porquê? Lembraste-te ao menos que eu estava presa a ti? e que tu deixaste? Pensaste, por acaso, que eu não conseguiria suportar a ideia de te perder?
Agora, não sei se caminho para o final do livro ou se cada vez que falo contigo, muda o livro, já não és tu. Pelo menos não és quem eu conheci à algum tempo atrás, ou só agora é que te mostras? Este tempo todo, quem foste? Ou será que perdeste a capacidade de me tratar como tratavas? Já não sabes como me falar? e por isso, não me falas? ou nunca soubeste como falar comigo e eu nunca notei? Já não sabes fazer-me rir, fazer-me chorar, pensar, sonhar, emociona-me! Já não sabes?
Hoje, vi o nosso dia espalhado por tudo quanto é canto, em todos os calendários, em todos os relógios, rostos, expressões, era nosso. E eu quis riscá-lo de todos os meses, de todos os anos, de todo o lado, sou egoísta, queria que fosse só nosso, mas deixou de ser, é meu e teu, como de todos os outros, e eu não quero.
Onde estás? hoje, mais uma vez, não te encontrei.

16.12.08

Fazes-me Falta.



Ausência, de mim porque te perdi. Ausência de sentidos que eu não quero sentir. Ausência de sensações porque te escapaste. Volta, não adianta pedir não vens. Fecho os olhos aos momentos que passamos juntos, sei de cor, cada palavra, cada frase, cada tom de voz e melodia de som, cada gesto, cada sonho e promessa, cada tudo. Não vais voltar, eu conheço-te.
Saudade, não me consumas por dentro que nada mais tens para levar, é o que sou, o nada que ficou. Os dias passam sem cor, como se fossem meses e cada lugar onde passamos me parece estranho, não te tem, porque sais?
Falam-me de ti quando eu procuro não fazê-lo, o teu nome ecoa no meu coração, está vazio. Abraço as últimas palavras que me disseste, fazes-me falta. Ensinaste-me o mais dificil, aprender a viver contigo e agora pedes-me que aprenda a viver sem ti.
Conheço-te como se fosses eu, porque o eras. Às vezes, durante a noite ainda te oiço falar comigo, mas tu não falas, nem queres, vejo-te sorrir e a olhares pra mim como se quisesses que fizesse parte da tua vida para sempre, mas não faço, agora já não, oiço-te chamares por mim, e a falares-me ao ouvido, mas tu não chamas, nem te lembras. Acordo e volto ao lugar onde não consigo pertencer, a mim sem ti. Abro os olhos, a porta está encostada, ainda podes entrar, deixei a luz acesa e espaço para ti, desço do sonho, realidade: não estás aqui e não vens.
Saiste, fechaste a porta e não vais voltar, então olha-me nos olhos diz que "acabou".

14.12.08

onde estás?


Olá passado, vem deitar-te comigo nesta cama de sonhos, amores e desamores mas de muitas promessas.
Trouxeste o cheiro que te pedi? dá-me essa essencia que traduz a minha vida. Agarra-te a mim entrelaça as mãos não me deixes fugir, eu não quero ir pra longe. Conta-me histórias, vou ouvi-las a todas, só para a melodia da tua voz me poder aquecer. Diz coisas sem nexo, eu não vou nem ligar, vou deliciar-me com esse som que me aquece a alma. Trás-me a paz do teu sorriso e envolve-me na magia do teu rir. Fala-me de sonhos, quero invádi-los a todos, imagina-me a entrar em todos eles, com uma curva nos lábios porque te tenho na minha vida, a deitar-me ao teu lado e enquanto dormes ficar a ver-te, contemplar as expressões da tua face, tocar-te ao de leve para não perturbar o teu sono, desculpa revelar-te os meus sonhos, queria que fossem teus.
Dá-me a mão e vamos caminhar, mostrar às pessoas que temos algo e que não queremos que vá, nota a naturalidade do gesto, é nosso e não conseguimos evitar fazê-lo. Encosta a cabeça no meu ombro e deixa que os meus pensamentos te sobrevoem a mente, alguns deles desconheces, dá-te ao luxo de me deixar conhecer.
Eu não sou só a força que vês quando me atacam, também sou a fragilidade que precisa de protecção. Vê as horas, estás atrasado e ainda não compreendeste. Abraço-te com um olhar vazio, procuro os teus olhos, não vires a cara, o que não souberes dizer eu aprendi a ler. Percebes, falamos um pouco e volta tudo a estar bem.
Olá realidade, a cama está vazia e nem te deste ao trabalho de a fazer, não a tenho usado e por isso não lhe toquei, quando olho para lá ainda te vejo a mexeres-te em cima dela, vejo todas as silhuetas que me permitiste deslumbrar quando te deitaste. Não me deito porque quero preservar o teu cheiro, o teu sorriso e o teu olhar, não sei quando volto a vê-los com a mesma intensidade. As palavras que me dizes estão espalhadas pelos lençois, quero guardá-las sempre. Onde estás? procuro-te incansávelmente e não te consigo encontrar, deixei de te ouvir, fugiste de mim? baixo a cabeça, rola-me sal na cara.. limpa-me as lágrimas, onde estás? tenho frio, fala-me baixinho, onde estás?