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28.3.13

you said you would always be there

"E, por isso, os meus braços vão estar sempre abertos para quando quisermos voltar a nós. É uma porta que nunca se fecha, pode abrir muitas vezes e mais umas tantas ficar encostada, mas para ti nunca fecha. Somos o passado uma da outra, o bom e o mau, e isso poucas pessoas o têm, e muito menos da mesma forma que nós. Por isso, deixo o meu orgulho de merda de parte, e digo que te amo, porque nunca deixou de ser verdade. E o que eu vivi contigo? é impossível voltar a viver com alguém. Irmã Gémea."

Há muitos anos atrás foram estas as palavras que te dirigi, hoje, poderia dizer-te todas elas mais uma vez. Há muito tempo que não te vejo, não te falo, nem tão pouco sei nada de ti, e eu gostava, eu gostava mesmo que não me incomodasse, mas a verdade é que acabo sempre  a sentir que me falta alguma coisa. Sabes, o mais ridiculo, é quando faço certas brincadeiras, penso em ti, e penso que se fosse contigo estariamos a rir até nos doer a barriga, de certeza absoluta. Vou tendo saudades tuas, daquelas que doem mesmo, porque estão sempre a vir, eu tento, a sério que tento esquecer, colocar-te atrás das costas e pensar que não vais voltar, mas o teu sorriso, e as tuas gargalhadas teimam em vir ao meu encontro. Não me lembro da tua voz, e isso é algo que me magoa, eu nem sequer me lembro de como é a tua voz!
Teimo em dizer para mim mesma, que tu já não estás aqui, que já tens outras pessoas na tua vida, e deixaste de ter espaço para mim, mas eu às vezes quero tanto que faças parte da minha vida, que me esqueço de te esquecer.
Tenho saudades tuas, daquelas que realmente doem como o caraças.

3.1.12

O primeiro de 2012




Há já dois anos que assumiste todo o protagonismo do primeiro post do ano, e embora as nossas vidas se encontrem tão diferentes, este ano vou dar-te mais uma vez as primeiras palavras, desta vez, de dois mil e doze. Não foi por esquecimento que não aqui vim ontem, no teu dia falar-te sobre nós, mas, como parece ser uma das maiores causas do nosso afastamento, faltou-me o tempo. Eu tenho saudades tuas, e tu sabes que sim, não precisas que eu to diga, que eu te fale, e muito menos que te escreva, és das poucas pessoas que saberá sempre como realmente sou, e não como esta carapaça que me envolve mostra o que quero transparecer. Não só porque não foi com os outros que me partilhei, mas sim porque foste tu que aguentaste lá estar em todos os momentos em que eu precisei, houve quem se fartasse, quem desistisse, quem achasse que eu não queria ver a verdade, mas tu limitaste-te a continuar a fazer-me rir, a deixar-me falar e falar, e a repetir as mesmas palavras mais de mil vezes e nenhuma delas com exaustão, limitaste-te a ser uma irmã. Há coisas que só tu sabes e que mais ninguém as viveu comigo, é engraçado como duas pessoas que se magoam da forma que nós nos conseguimos magoar, conseguem também confiar de tal forma uma na outra que sobrepõe essa amizade a tantas coisas, e nunca acreditaram. Nunca acharam que a nossa relação fosse real, tinham uma ideia de que nos usávamos mutuamente, nunca me importei, não nos conheciam da mesma forma que nós. Que outra pessoa se não tu, se agarrava a mim durante a noite, enquanto dormíamos, ou ficava simplesmente até às cinco e seis da manhã a trocar palavras que nada tinham de interessante a não ser parvoíces? De todas as minhas amigas, talvez só tu tenhas interagido de tal forma com a minha família que chegámos a parecer pertencer à mesma. Éramos quase iguais, incomodavam-nos as mesmas coisas, as mesmas pessoas, as mesmas frases, os mesmos erros, e corríamos sempre uma para a outra. Mas perdeu-se, perdeu-se tudo. Perderam-se as mensagens praticamente diárias, e não foi por crescermos, perderam-se as chamadas, e se queres que te diga, às vezes quero tanto lembrar-me da tua voz, mas não consigo, lembro-me sempre que era uma voz de menina, e tinhas sempre um riso que me fazia rir, mas não me consigo lembrar de como eram as nossas conversas, passámos horas e horas ao telefone, a falar sobre tudo, ou sobre nada, e por fim, perdeu-se o contacto, nunca mais te vi. Se queres que te diga, e se a memória não me falha, não te vejo há mais de um ano, desde o dia 22 de Outubro de 2010, e acredita que até para nós, já lá vai algum tempo. Há dias em que me pergunto, o que é que aconteceu? Passava as minhas sextas-feiras praticamente todas ao teu lado, por vezes, ainda o fim-de-semana, e as férias eram sempre minhas e tuas.
Não posso culpar apenas a minha entrada na faculdade, mas também sei que foi aí que começou, que se perdeu o tempo, que começaram as diferenças, mas não fui só eu, e tenho sempre isso em conta.
Talvez um dia possamos tentar construir tudo de novo mais uma vez, gostava que sim.
irmã,  Parabéns, ontem foram vinte e um.

8.8.11

I used to think that..

vezes sem conta importei-me. importei-me que nos tivesses ultrapassado, que não te importasse tudo o que fomos. vezes sem conta escrevi palavras para ti, com esperança que a coragem me deixasse enviá-las, mas não era a coragem, era a consciência que me desviava desse caminho. Tantas vezes julguei que éramos diferentes, depois de tudo o que vivemos, nós a duas não nos podíamos largar, eras, sem dúvida, a única que o tempo não me podia levar, mas enganei-me. Enganei-me com a única que eu achei que não me podia largar. Hoje, são outras pessoas que ocupam a tua vida, quem sabe até, o meu lugar e eu cansei-me sabias, cansei-me de não deixar entrar ninguém no teu espaço, nem a pessoa que está comigo há mais anos que tu penetrou tão fundo no meu coração. Escrevi-te tantas outras vezes neste, e noutros pequenos espaços, e no entanto nunca te escrevi assim, nunca te escrevi para desistir de ti, nem mesmo quando nos perdemos dos nossos verdadeiros caminhos. Eras o meu reencontro, durante realmente muito tempo, foste tudo o que mais me importou, e as pessoas tinham ciumes de ti, porque depois de tudo o que me fizeste, de tudo o que eu te fiz, eu continuava a colocar-te naquele lugar bem lá no cimo, que é tão difícil de atingir em mim, mas mesmo assim, tu foste embora. Gostava de te conhecer, quem tu és agora, porque não costumavas de deixar aqueles que mais faziam por ti, para trás, não era costume arranjares outros amigos e esqueceres-te de quem te ajudou a ultrapassar as piores fases da tua vida. Várias vezes nos últimos tempos eu carreguei uma culpa que não me pertence só a mim, e carreguei-a tempo demais, hoje, livro-me dela, porque não foi apenas minha. Quando as pessoas querem, não há nada que as destrua, e ao que parece, de momento tu não queres. Tentei aproximar-me de ti, mas foi em vão, já não eras a minha pequena irmãzinha, já não te rias das minhas brincadeiras, já não te metias comigo, já não me contavas a tua vida, nem tão pouco querias saber da minha, foste fria, muitas das últimas vezes, foste realmente fria comigo e o meu coração magoou-se. Tinhamos prometido que não voltávamos a ser o mesmo, e para que não voltemos a magoar-nos eu prefiro parar por aqui e desistir. Sempre me disseram que o que é nosso volta, e se realmente nos pertencemos, quem sabe eu estarei sempre aqui à espera, talvez para conhecer quem és agora, talvez quando precises de alguém que te volte a dizer que acredita em ti, como sempre fiz. Não é que me sejas uma estranha, só já não vejo em ti quem eu conhecia. Não me peças para olhar para trás se tu não olhas, agora sou eu e tu. Esquecemos alguma vez parte do que somos? Vai ser o que tiver que ser.

era contigo, o meu dia-a-dia, era contigo.

..we were some kind of sisters.
#6 LETTER TO A STRANGER
#9 LETTER TO SOMEONE YOU WISH YOU COULD MEET

2.1.11

Esquecemos alguma vez parte do que somos?

























#4 LETTER TO YOUR SIBLING (OR CLOSEST RELATIVE)

#14 LETTER TO SOMEONE YOU'VE DRIFTED AWAY FROM

#21 LETTER TO SOMEONE YOU JUDGED BY THEIR FIRST IMPRESSION

Sabes, não escrevi estas três cartas mais cedo porque as quis guardar para ti, não conheço ninguém a quem pudessem ser melhor dirigidas se não, tu. A primeira, porque tu mais que ninguém sabes que és como uma irmã para mim, não tanto, se calhar, pelo que somos agora, mas por tudo aquilo que fomos, por tudo o que passamos e tudo o que juntas conquistámos. Acho que nunca te disse, não por falta das mil oportunidades que tive, mas talvez porque não tive necessidade, mas gostei de ti como até à relativamente pouco tempo nunca tinha gostado de ninguém, e foi contigo que percebi que os verdadeiros laços de família, se assim os podermos chamar, não são os de sangue, mas sim aqueles que não podemos destruir, esquecemos alguma vez parte do que somos? Poderia, mais uma vez, como tantas outras, falar sobre tudo o que já passamos, mas ninguém melhor que nós para o sentir. A segunda? Desculpa meu amor, se calhar um pouco por culpa minha, um pouco a mais de culpa minha neste aspecto, mas gostava muito de mudar isso, não podemos perder tudo aquilo que tanto nos doeu e custou a construir, se é um dos meus maiores arrependimentos? sem dúvida, tive em ti e contigo, uma cumplicidade que, agora vejo, eu nunca tive com ninguém, sempre conseguiste fazer por mim aquilo que mais ninguém conseguiu, sempre estiveste lá quando mais ninguém esteve, e muitos dos melhores momentos, os melhores sorrisos, as melhores gargalhadas, foram ao teu lado. E, mesmo quando estamos longe, quando o nosso tempo teima em não alargar para nós, nós estamos juntas, em tudo o que somos, em tudo o que fazemos, em tudo o que procuramos, e eu quero muito ter-te sempre comigo. E por último, e não menos importante, esta terceira, quem nos conhece sabe bem o mal que nos fizemos, o quanto nos julgámos, e por muitas vezes que já o tenha feito, peço desculpa mais uma vez, porque te julguei por tudo o que não és, falsa, egoísta, fraca, e poderia continuar, mas nós sabemos muito bem o quanto erramos.

Para terminar, quero lembrar-te, porque como te disse ontem, parece que vamos crescendo e esquecendo de mostrar aquilo que sentimos pelos outros, a importância que têm, e que embora por vezes não notem, que fazem inteiramente parte da nossa vida, por isso, hoje quero muito dizer que te amo, que és a minha irmãzinha pequenina, mas mais velha, e que já enganamos tanta gente com as nossas brincadeiras, sabes que se pudesse escolher, viveríamos certamente na mesma casa. Parabéns, é pouco, mas é de coração, gégé.

6.5.10

Eu amo-te, alguma vez to disse?


"Chamo-lhe amor para simplificar. Há palavras assim, que se dizem como calmantes. Palavras usadas em série para nos impedir de pensar." Chamo-lhe amor porque assim o é, um amor sólido e incontestável. Eu amo-te, alguma vez to disse? Desculpa andar sempre ocupada demais para tal, ocupada demais para sentir, ocupada demais para ter tempo. O amor é intemporal, dizem. O amor arrebata-nos por dentro, oferece-nos um lindo sorriso e um bater suave do coração. Eu amo-te, alguma vez to disse? Há noites seguidas que tenho este sonho, o nosso sonho, chamo-lhe. Há noites seguidas que não durmo para te sonhar, noites belas e curtas. Curtas demais para te viver, belas demais para as abandonar. O cansaço apodera-se de mim... mas não te preocupes, não te deixarei uma única noite sem mim. Não ficarás à minha espera, bebo dois/três cafés, se necessário. E eu que odeio café! Tudo para poder passar algum tempo contigo. Eu amo-te, alguma vez to disse? E antes que a manhã comece e eu me esqueça de ti, na rotina que são os meus dias, quero lembrar-te que não estás aqui e o teu abraço não chega. Deixo-te cair no meio dos meus projectos, perdes-te nas folhas que assino e deixo por assinar, nas reuniões sempre com pressas e esquecimentos, acabo por me esquecer de ti. Ficas sentado na esplanada do nosso restaurante, horas e horas, até que o teu telemóvel toca, e suspiras, porque sabes que te voltei a esquecer. Eu amo-te, alguma vez to disse? Gostava de ter mais tempo, dizes que me compreendes, que fica para o dia seguinte, mas no dia seguinte sabes que não me vou voltar a lembrar de ti. É disso que eu gosto tanto em ti, vives a vida na tua eterna liberdade e não esperas nada de ninguém, mas quando o sol cai e a noite volta para me lembrar que sou eu que espero por ti e sonho-te, às voltas na cama, porque sei que quando chegar a manhã, eu vou voltar a não ter tempo para ti. Eu amo-te, alguma vez to disse?
Juro que largo tudo, um dia, só para poder ter tempo para ti. Largo esta minha vida atarefada pelo doce prazer de te abraçar, de me perder nos teus braços. E saber que estarás sempre sentado nessa esplanada, com vista para o mar revolto que tanto adoramos, tem um gostinho tão doce quanto os teus beijos. "Tu és o único que nunca me pode esquecer. Esquecemos alguma vez uma parte do que somos? Esquecemos apenas o que podemos isolar na lembrança." Eu amo-te, alguma vez to disse? Estaremos juntos ao luar, a papelada esquecida na secretária. E eu que nunca abandono um projecto a meio. Fá-lo-ei por ti, prometo. Ainda acreditas nas minhas promessas? "Quando as coisas deixam de durar, alteram-se. O simples facto de deixarem de ser altera-as, por mais que procuremos fazê-las estancar." És a excepção à regra, disse-te em tempos ao ouvido num leve sussurro. E volto a repeti-lo, agora, longe de ti. Eu amo-te, alguma vez to disse?
Um dia, recebes uma mensagem minha a dizer que estou aí dentro de 5 minutos, e se, nesse dia já não acreditares em mim, eu juro que espero por ti, peço a mesma mesa onde te sentas todos os dias, e um gim tónico, como tu fazes para não te cansares de esperar enquanto desfrutas da vista. Quando chegares, dou-te um beijo para te lembrares do sabor dos meus lábios e relembrares o desejo que sempre sentiste por mim, pedimos a conta e vamos a minha casa, arrumamos todos aqueles lápis e mais réguas de diferentes formas e feitios numa caixa, e acabamos com as minhas arquitecturas e projectos de uma vez por todas! E eu que estudei uma vida, para ter uma paixão, largo tudo por ti. Eu amo-te, alguma vez to disse? "Não importa o que se ama. Importa a matéria desse amor", e o nosso amor é feito de esperas e promessas, mas de muito coração. Um dia, agarro nas minhas malas, bato-te à porta e pergunto se ainda queres viver comigo, se me queres aquecer quando as noites são geladas, se queres fazer um dia mais feliz só por dizeres que tens saudades minhas. Eu amo-te, alguma vez to disse?
Nesse dia estarei a renunciar a toda uma vida planeada e arquitectada, por mim própria, quando precisei de lutar pela minha sobrevivência. Estarei também a cometer a maior loucura de toda a minha existência, por ti. Nesse dia estarei a quebrar todas as regras, a fugir de todas as responsabilidades, a tornar-me uma rebelde, a entregar-te o meu coração. Dedicar-te-ei todos os meus dias fazendo valer a pena todas as tuas esperas. Não voltarás a ouvir da minha boca que "não posso, não devo ou não tenho tempo", serei completamente nossa. Quando esse dia chegar ainda me desejarás? Eu amo-te, alguma vez to disse?
Esse amor que me reservaste, que levas contigo para todo o lado, ainda o terás contigo quando eu o reclamar? Podias ter-me esquecido, mas nem uma aventura. Nem uma única noite em lençois alheios, "o sexo é a traição dos fracos, e eu não seria capaz de trair este meu amor por ti", disseste-me tu em resposta a uma mensagem que te enviei um dia destes. Uma estranha sensação percorreu todo o meu corpo, soube nesse instante, no preciso momento em que abri a mensagem e a li vezes sem conta, que toda a minha dedicação à profissão não preenche nem metade do que o teu amor consegue. Fizeste-me desejar voltar a ti, voltar a nós. Eu amo-te, alguma vez to disse?
Escrevo-te em carta aquilo que a coragem nunca me deixou dizer-te, todas as palavras que não leste em mim porque não me dei, todos os sonhos que planeaste e eu deixei morrer na nossa praia, e o mar levou, para outras pessoas, que, sabe-se lá, os podem ter apanhado, e podem ter dado mais amor a quem os espera, como tu me querias dar a mim. Escrevo-te em carta, todas as tuas ilusões e desilusões e deito aqui todas as minhas promessas, aqui te mando todos os meus beijos, de boa noite e bom dia, aqui te levo os pequenos almoços à cama, e aqui, aconchego-te nos meus sonhos e nos meus abraços. Um dia, dou-te todo o tempo do mundo, e podes conhecer tudo o que de mim, nunca deixei. Deita-mo-nos na areia à beira-mar, deixamos que as ondas nos cerquem, envolvemos os nossos corpos e fazemos amor em cada pedaço de nós, horas e horas, nessa praia, nesse mar, eu prometo - Amanhã mudo-me p'ra tua vida. Eu amo-te, alguma vez to disse?

Inês de Carvalho e Sara Ribeiro

2.1.10

never gonna leave your side.


' São os teus dezoito anos bebé, e sabes que mais? não podia faltar a um único minuto deles, sabes o que quero dizer? que vou estar presente em cada dia, em cada momento, em cada tudo, como fazemos sempre. '

E eu estive lá, pertenci a todos os teus dias, porque eu acredito que estou em ti, hoje como sempre estive, por isso embora não tenha vivido todos esses momentos, todos os que queria, todos os que o orgulho por vezes não deixou, eu estive presente.

Parabéns pequenina, que embora o sejas carregas em ti uma força incrível e tu sabes que sim. Sabes que sempre adorei esse teu jeito de te armares em forte, mas comigo nunca conseguiste, fingir um sorriso para qualquer pessoa, para ti, não era difícil, mas bastava chegares a mim e o teu mundo desabava nos nossos ombros, somos especiais, sempre o fomos, e só podemos duvidar disso se um dia tivermos loucas. Porque quantas amizades passaram por tudo aquilo que vivemos e, sobreviveram? E nós estamos cá, depois de 4 anos, quase 5, e continuamos.

'
Sei que, neste momento, ninguém dá nada pela nossa amizade. Tu dás? Quanto a mim, sempre dei, na verdade sempre soube que todas as barreiras que a atravessaram serviriam para nos tornar mais fortes, juntas! É bom saber que nos conseguimos rir do que tanto nos fez chorar, juntas! '

São tuas as palavras, que me escreveste quando fiz 18 anos, e embora toda a gente que sempre o quis, pense que a nossa amizade morreu, ela continua aqui, porque eu a vivo e tu também, e enquanto a vivermos, e principalmente vivermos dela, - porque inconscientemente fazêmo-lo todos os dias, foi assim que nos erguemos, lembraste? - ela vai continuar aqui, contra todos aqueles que sempre nos invejaram.

E, por isso, os meus braços vão estar sempre abertos para quando quisermos voltar a nós. É uma porta que nunca se fecha, pode abrir muitas vezes e mais umas tantas ficar encostada, mas para ti nunca fecha. Somos o passado uma da outra, o bom e o mau, e isso poucas pessoas o têm, e muito menos da mesma forma que nós. Por isso, deixo o meu orgulho de merda de parte, e digo que te amo, porque nunca deixou de ser verdade. E o que eu vivi contigo? é impossível voltar a viver com alguém. Irmã Gémea.


' Esquecemos alguma vez parte do que somos? '