27.1.11

together we cry

A verdade, é que contigo eu só sei voar, mas também há dias em que se partem as asas, e se queres que te diga, dói, dói mesmo que se farta.
Sabes é nesses dias que mais faz falta ouvir-te, por isso fecho-me no silêncio, fecho os olhos e oiço-te sussurrar-me ao ouvido, mesmo que não o faças. Se calhar, é até quando menos mereço, quando mais vontade tens de virar as costas, por momentos até esqueceres tudo o que somos, mas é também quando eu mais preciso que estejas aqui. Que digas que me queres, hoje como todos os dias da tua vida. É nestes dias que entupo a caixa das mensagens do telemóvel com mensagens por enviar, dias em que as escrevo, que as leio e relei-o, mas acabo por não tas mandar. É nestes dias em que olho e volto a olhar para o meu telemóvel para que este, como que por magia, faça o teu nome aparecer para me dizeres o quanto me desejas. E eu espero, porque quem ama espera, mesmo que não saiba quanto tempo tem de esperar. É nisto que somos loucos, o tempo para nós é infinito, e, os apaixonados como eu, não olham ao tempo. Sabes? Eu acredito que encontramos a pessoa certa tão simplesmente como quando queremos que seja ela, e eu quero muito que sejas tu. Hoje é só mais um dia em que tenho tanto para te dizer, tanto para te contar. Só mais um dia em que toda a minha vontade seria abraçar-te. Mas tu não estás aqui, e sabes? dói, dói que se farta.

da tua, nê.

22.1.11

never look back

É engraçada a forma como passamos toda a vida a desejar coisas, e muitas vezes, a esperar que elas aconteçam e, quando não acontecem, a ficarmos desiludidos connosco. É engraçada a forma como deixamos a vida passar por nós e nos esquecemos de fazer parte dela. Como passamos o tempo inteiro a sonhar acordados e, mesmo assim, conseguimos ficar sempre de braços cruzados sem fazer nada. E, quando tudo o que precisamos de fazer é querer tanto, que acabamos por lutar.

Das muitas coisas que me ensinaste, esta sem dúvida, só aprendi contigo. Passamos grande parte da nossa vida a correr atrás de sonhos, daqueles que nos fogem por entre os dedos mesmo quando tanto teimamos em agarrá-los. E nunca nos perguntamos, porque é que não lutamos por eles? Nós, aprendemos juntos o valor que as coisas têm quando muito as queremos, aprendemos a não cruzar os braços, nem deixar andar, mas a querer tanto as coisas, que inevitavelmente lutamos por elas. E podemos nem sempre ser os mais correctos, às vezes acabamos por gritar, por achar que não nos merecemos, mas sabemos que no final de tudo, nos temos um ao outro, e que por muita gente que não goste, que não queira ver-nos juntos, nós queremos muito mais que todos eles. E continuamos aqui, a pertencer um ao outro, nos melhores, e nos piores dias da nossa vida. Ambos sabemos que já passámos por muito, já nos esfolámos, já nos desgastámos, já caímos, mas há sempre algo que nos faz levantar, que nos faz querer mais, e isso, é acreditar que não há nada melhor do que nós.

Também é preciso acreditar, que independentemente de tudo, é sem dúvida aquilo que mais queremos que nos completa e nos faz mais felizes.

15.1.11


" Whatever you do in life will be insignificant, but it’s very important that you do it. Because… Nobody else will. Like when someone comes into your life and half of you says: You’re no way near ready, but the other half says: Make her yours forever. "


9.1.11

my only one.


Há amores assim, que guardamos no meio de memórias, de recordações, das palavras ditas no silêncio, num lugar bem grande do nosso coração. Há amores assim, que na simplicidade do que são nos fazem desejar que o dia não acabe. Há amores assim que nos mostram uma vida, que nos dão tudo, e que nos fazem sentir que nada mais importa se não estão de mãos dadas connosco. Amores esses, que quem sabe, de um modo ou de outro acabem por nos ensinar que quando se ama é preciso estar preparado para chorar, para cair, mas também a sorrir e lutar todos os dias porque simplesmente alguém nos quer para sempre na sua vida. E não há nada melhor no mundo do que alguém que nos faz sentir assim.

com amor, nê.

2.1.11

Esquecemos alguma vez parte do que somos?

























#4 LETTER TO YOUR SIBLING (OR CLOSEST RELATIVE)

#14 LETTER TO SOMEONE YOU'VE DRIFTED AWAY FROM

#21 LETTER TO SOMEONE YOU JUDGED BY THEIR FIRST IMPRESSION

Sabes, não escrevi estas três cartas mais cedo porque as quis guardar para ti, não conheço ninguém a quem pudessem ser melhor dirigidas se não, tu. A primeira, porque tu mais que ninguém sabes que és como uma irmã para mim, não tanto, se calhar, pelo que somos agora, mas por tudo aquilo que fomos, por tudo o que passamos e tudo o que juntas conquistámos. Acho que nunca te disse, não por falta das mil oportunidades que tive, mas talvez porque não tive necessidade, mas gostei de ti como até à relativamente pouco tempo nunca tinha gostado de ninguém, e foi contigo que percebi que os verdadeiros laços de família, se assim os podermos chamar, não são os de sangue, mas sim aqueles que não podemos destruir, esquecemos alguma vez parte do que somos? Poderia, mais uma vez, como tantas outras, falar sobre tudo o que já passamos, mas ninguém melhor que nós para o sentir. A segunda? Desculpa meu amor, se calhar um pouco por culpa minha, um pouco a mais de culpa minha neste aspecto, mas gostava muito de mudar isso, não podemos perder tudo aquilo que tanto nos doeu e custou a construir, se é um dos meus maiores arrependimentos? sem dúvida, tive em ti e contigo, uma cumplicidade que, agora vejo, eu nunca tive com ninguém, sempre conseguiste fazer por mim aquilo que mais ninguém conseguiu, sempre estiveste lá quando mais ninguém esteve, e muitos dos melhores momentos, os melhores sorrisos, as melhores gargalhadas, foram ao teu lado. E, mesmo quando estamos longe, quando o nosso tempo teima em não alargar para nós, nós estamos juntas, em tudo o que somos, em tudo o que fazemos, em tudo o que procuramos, e eu quero muito ter-te sempre comigo. E por último, e não menos importante, esta terceira, quem nos conhece sabe bem o mal que nos fizemos, o quanto nos julgámos, e por muitas vezes que já o tenha feito, peço desculpa mais uma vez, porque te julguei por tudo o que não és, falsa, egoísta, fraca, e poderia continuar, mas nós sabemos muito bem o quanto erramos.

Para terminar, quero lembrar-te, porque como te disse ontem, parece que vamos crescendo e esquecendo de mostrar aquilo que sentimos pelos outros, a importância que têm, e que embora por vezes não notem, que fazem inteiramente parte da nossa vida, por isso, hoje quero muito dizer que te amo, que és a minha irmãzinha pequenina, mas mais velha, e que já enganamos tanta gente com as nossas brincadeiras, sabes que se pudesse escolher, viveríamos certamente na mesma casa. Parabéns, é pouco, mas é de coração, gégé.