
Vejo por aí tanta gente que fala de amor, que vive de amor. Amores de uma noite, amores de umas horas, de uns dias, amores de verão e de primavera, e amores que duram mas que nada têm de amor porque as pessoas se esquecem de amar. Porque se esquecem de viver o amor, e não dele, desse coitado que se gasta e se consome, e que acaba por envelhecer, é preciso aprender a vivê-lo, e não ter medo dele, não ter medo de gastar todas as palavras, de dar todos os abraços, sufocar em todos os beijos, ligar até não ter mais palavras, é preciso mantê-lo, alimentá-lo e fazê-lo crescer, e as pessoas esquecem-se que o amor é como as crianças, nós queremos educá-lo, mas tem dias em que ele teima em nos desafiar, e é preciso saber não sair derrotado. É difícil, a parte mais difícil é saber vencer mesmo quando ele nos deita abaixo, quando nos prega partidas ou resolve jogar às escondidas, mas apaixonados são aqueles que sobem muralhas, trepam paredes e carregam pedras às costas, só para curar as feridas que o amor faz no nosso coração. O mais importante? É amar, e não importa o tempo desse amor se sabemos vivê-lo no melhor e no pior, e ainda assim amá-lo muito mais.
Por isso, procuro em ti tudo aquilo que eu sou, tudo aquilo que nós somos. Porque o amor é assim, somos o espelho um do outro, e não importa que os reflexos não representem a mesma imagem, porque no final de tudo somos iguais no coração. E eu quero ficar contigo, todos os dias deste amor, que nos pertence, que é nosso e que é o melhor do mundo.