
sabes, eu lembro-me do caricato, das vezes que tropeçaste em pedras e nós morremos de tanto rir, das vezes em que quase caíste e nós chorámos às gargalhadas, das vezes em que eu quase comi o chão, e tu não paraste de me gozar, lembro-me de tantas vezes que me deixaste fazer figura de urso, e de tudo o que nos dá as memórias mais parvas. Tu sabes que eu gosto muito do ridículo.
Sabes, lembro-me das brincadeiras mais idiotas, das chatices mais estúpidas, e dos gritos mais sem sentido que tivemos. Gosto de recordar que cada vez que entravas numa sala, o meu mundo parava para te ver sorrir, e em cada vez que me davas a mão o friozinho que eu sentia na barriga, em cada beijo que me davas, a vontade de não te largar mais. Lembro-me da chuva a cair, e todo o som lá fora, mas nada mais importava porque estavas ao meu lado, lembro-me de manhãs, tardes e noites passadas na cama, e eu não queria ir embora dali em tempo algum, sei todas as nossas promessas e todas as juras, de cor, e quero que saibas que o meu mundo acaba onde começa o nosso, e nosso permanece para sempre.
E, se nunca te disseram que eras a vida de alguém,
quero muito que saibas, que tu és a minha.