1.8.10

António Feio.


" Se pudesse, matava o bicho a rir. "






















Sabem o que é que me veio à memória? Eu já me ri tanto em frente a uma televisão..
Até já.

10.7.10

só os corajosos se atrevem a amar,

É preciso uma grande dose de loucura! Só os loucos se atrevem a abraçar o amor, a perderem-se nas suas entranhas, a esquecerem-se de ficarem sozinhos e a lerem os seus corações, a sonharem acordados e a viverem duas vidas paralelas e de tal forma tão intersectadas que nos lembramos de pensar que somos um, é de loucos! Só os corajosos é que se abrem desta forma e deixam as portas escancaradas a idas e voltas, a risos e choros desesperados que acabam três segundos depois, ou que por vezes duram uma noite inteira. Só os corajosos é que pensam primeiro nos outros do que neles, só esses pobres (e tão ricos) coitados se lembram de fazer alguém feliz. Esses, pensam em adormecer e acordar ao lado de alguém só pelo simples brilhar dos seus olhos, em acordar durante a noite só para lhes chegar os lençóis acima, preocupam-se com uma lágrima no canto do olho, um sorriso mais distante e um olhar mais frio porque não se podem perder deles mesmos. Esses fracos e tão fortes abismos e picos de felicidade, é difícil amar alguém, só pelo simples facto de termos de o enfrentar, de lhe falar, de o criticar, felicitar e acima de tudo manter feliz, é mais fácil amar roupas, acessórios, telemóveis, e então, podemos desistir como fracos, manter as nossas rotinas e baixar a cabeça sem saber viver no cume da montanha. Amar é complicado, custa por de lado toda uma vida antiga, todos os planos e objectivos, para começar uma nova etapa do zero, uma vida com dois sonhos, é difícil não ter limites viver no máximo e no mínimo e nunca esperar nada, se não, um sorriso ou um beijo, é preciso saber bater com a porta e ir embora, para voltar e ser capaz de não dizer adeus, conseguir olhar nos olhos e perdoar, aprender a dar mais valor aos gestos que se tornam especiais por si só, e mais difícil ainda, é saber mandar o orgulho para trás das costas, dar-lhe um valente pontapé e recordar-lhe que não queremos que ele volte, mas ele volta. E valorizar o silêncio, loucos são aqueles que amam no meio das palavras, que se mostram mas não se conhecem pois não sabem se não, falar de amor. O amor não se fala, vive-se no silêncio dos momentos, nas recordações da memória e principalmente no coração. Quem não sabe dizer adeus e estar pronto para dizer olá, mais vale não amar, não se perder nesse caminho, não viver constantemente feliz e em baixo, e não saber desfrutar de tudo isso. O amor é difícil, louco, complicado e para super-heróis. Somos todos pequenos heróis, nós que vivemos o amor e dele vivemos, daqueles que ouvem e são ouvidos e sabem quando devem ou não falar, capazes de abraçar, perdoar e esquecer, mas principalmente heróis capazes de se lembrar o que é aprender. Temos todos uma capa, um super-fato e um coração que nos faz sentir que nada mais interessa se não o amor que temos para dar, o beijo que recebemos ao ir embora e ao chegar, a carta que nos chega atrasada, mas esperamos porque o amor é uma eterna espera, e vale sempre a pena acreditar em quem amamos. Por isso, somos corajosos e lutamos contra as nossas pequenas tempestades, aguentamos e caímos quando ninguém está a ver, porque sabemos que logo de seguida vamos levantar-nos e sorrir, então, guardamos e recordamos sem medo de nos magoar, gritamos e falamos sem medo de nos ferir e esperamos, como eternos românticos que somos, que no dia a seguir continuemos a ser um só, e no dia a seguir, e a seguir e a seguir. O amor é difícil, louco, complicado e para super-heróis. - e sabe tão bem vive-lo de mãos dadas com alguém. - Por isso, aprendi a vive-lo no limiar da loucura, a acreditar quando toda a gente esquece e a lutar quando não há ninguém que me diga que é certo. Aprendi que o amor não escolhe certezas, mas trava batalhas. O melhor e mais importante de tudo, aprendi que não quero, e recuso-me, a viver sem te ter ao meu lado.

22.6.10

Bons sonhos, meu amor.

Há noites que não durmo, noites seguidas de mais para ser verdade. Noites em que te imagino entre uma e outra páginas do livro para não me esquecer de me lembrar de ti. Noites em que não deito a cabeça na almofada, como uma criança com medo do monstro que vive debaixo da cama e que a vai atacar assim que ela adormecer, eu não me deito com medo de te perder. Eu não te digo, e guardo para mim, deixo que fique aqui fechado à espera de ganhar pó, à espera que eu me esqueça, e que o mundo se esqueça que eu reparei mas não fui capaz de falar, não fui capaz de sentir, nem quis, deixo guardadas as saudades porque dói quando as começo a sentir. Então, bebo mais um café, e mais outro, e quantos forem precisos para não adormecer e, quando acordar tu já não cá estares.
A minha vida sempre passou a alta velocidade, há dias de que não me lembro, dias de que não me quero lembrar e dias que não consigo esquecer, sempre fui de palavras, elas sempre me bateram mais do que deviam, e sempre entraram mais do que eram capazes, por isso, quando elas ficam, eu não sei como as tirar, não sei despejar o lixo que se acumula em mim, não sei dizer-lhes que chega, que já não servem, que já não cá estão a fazer nada e há pessoas que precisam delas, há pessoas que precisam de palavras como respiram. Já eu, não vou precisando de muitas, preciso apenas que elas me aqueçam o coração, que cheguem de mão dada, com um abraço, um beijo, ou umas festinhas na testa enquanto me deito no colo, e que se vão embora com um, eu queria ficar contigo mas, tenho que ir.
A noite vai passando, já é de dia e agora, já é seguro dormir, já é seguro deitar-me nos teus braços, encaixar-me no teu corpo e deixar que o medo se vá embora até que a noite chegue a nós outra vez. Já é de dia, e os meus monstros não te podem levar para longe de mim à luz do sol. Nunca fui simples, raramente optei pela decisão mais rápida tão raramente como me deixei conhecer, nunca tiro a pele que me cobre até que chegue a pessoa certa, não é fácil de compreender quando se conhece, sou uma personagem difícil e daria um livro demasiado enfadonho. Ou quero ou não quero, eu não gosto de talvez, não gosto de pensar que talvez seja ou possa ser, quero um sim e o não, o mais certo e o mais errado, mas não posso cair no talvez ou nada de mim se vai compreender, não lido bem com os dias a passar, queria que eles não acabassem, gosto de bons momentos, momentos que ficam e que não importe o tempo que passe eles não se vão esquecer, momentos que não caem na caixa das recordações mas ficam sempre à flor da pele, e por isso, não percebes quando não quero que vás embora. Então, com medo que vás, vai chegar a noite e eu não vou conseguir adormecer.
Não gosto de despedidas apressadas, gosto de eternizar o momento, gosto de beijos prolongados, abraços demorados, e segredos que entre nós dois nada têm de segredos, gosto de sentir que somos um. A noite chega e lembra-me que estamos separados, que eu estou na minha cama, a lembrar-me que podia ter dito mais quando me disseste adeus hoje, e que tu estás na tua, se calhar a pensar o quanto eu sou egoísta e não me contento com o que tenho, entretanto, esqueces-te que eu só queria ter a certeza de que nada tivesse ficado por dizer, queria um abraço mais apertado para te deixar ir embora até amanhã, não percebes o quanto é difícil ficar longe de ti quando te amo tanto.

Agora, que o dia clareou, e o medo desapareceu por instantes, deixo que me leias, e que me tentes perceber quando não me queres ouvir e deixo-me dormir até tu me vires acordar com um beijo. Bons sonhos, meu amor.

20.6.10

José Saramago.



" E se as histórias para crianças fossem leitura obrigatória para adultos? Seriam eles capazes de aprender o que à tanto tempo têm andado a ensinar? "



E fica uma pergunta, com um grande senhor.

1922-2010.

16.6.10

rainy days.


Alguma vez te disse? Que todos os dias me apaixono pelos teus olhos, como me apaixonei na primeira vez? que todos os dias os vejo brilhar, e eles me falam o quanto tu me queres, desde a primeira vez? Que por vezes me esqueço de respirar quando me beijas? Sabes aquela sensação de que o mundo nos pertence e nada mais preciso para me sentir viva? Que ainda me arrepio cada vez que me sussurras que queres que todo o teu futuro passe por mim? Que ainda fico a sorrir cada vez que o meu telemóvel toca e aparece o teu nome a chamar? Alguma vez te disse? Que me deixo cair nos teus braços cada vez que oiço a tua voz? que mesmo quando quero, mesmo quando devo, eu não consigo sair de perto de ti? Que o meu coração por momentos pára, quando me agarras e me dizes que me amas? Que o teu sorriso consegue arrancar o melhor de mim, mesmo quando o dia nada teve de bom? Alguma vez te disse? que ainda sinto o mesmo aperto quando te vais embora, mesmo sabendo que te vou ver no dia a seguir? Que as saudades ainda chegam, e teimam em não ir embora cada vez que temos de dizer adeus? Que despertas o melhor de mim, o que de melhor tenho para dar, só por estares a meu lado? Alguma vez te disse? Que desde o primeiro dia em que me apaixonei por ti, sabia que não te podia perder. Que desde o dia em que me deixei conhecer, sabia que não conseguia viver sem ti? Que nada pode ser melhor do que uns minutos a teu lado? Alguma vez te disse? Que depois de um ano, por muito que me magoes, por muito que eu te magoe, eu não sei, se não gostar mais de ti a cada dia que passa? Eu não sei quantas vezes me esqueci de te dizer, mas sei quantas mais quero que tu passes sem saber que és o meu mundo, com os teus defeitos e qualidades, pelo que és e principalmente com tudo o que és. - nenhuma.


és o melhor que há, a melhor certeza e a melhor vida, nunca vás.