- sim.
O por-do-sol não é o mesmo, porque não sorri para ti, e o som das ondas a baterem nas rochas já não se ouve do mesmo jeito, a água não salpica tanto na cara, e essas coisas banais não me têm feito sorrir tanto.
Os passeios à beira-mar à noite não têm o mesmo sabor que o nosso, ficar sentada a olhar para as estrelas sem nós, não é igual, são apenas estrelas, os dias de chuva sem nós, tornam-se em apenas chuva, é que quando não estás a meu lado perde-se a magia e é tudo apenas como é, faz sol porque faz sol, chove porque chove, e as ondas cobrem as rochas porque o mar está forte e faz vento, é tudo porque existe, porque tem de ser feito.

e o vento continua a soprar-me no cabelo, mas não és tu que o agarras e o afastas da minha cara, sabes, tenho saudades do teu toque na minha cara, dos nossos sorrisos e até das nossas caras envergonhadas... e o que tu não sabes é que estar quatro dias sem ti, é como meses, dentro de breve vou ver-te de novo, e sabes outra coisa? o tempo nunca mais passa. Dá-me vontade de parar o tempo, correr para ti e adormecer nos teus braços, porque não há nada melhor do que estar a teu lado a olhar para ti, nem que sejam horas e horas, que fales de qualquer coisa, nem que refiles comigo, ou o que quiseres, é que sinto saudades de ouvir a tua voz, da tua voz de chateado, da tua voz de quem não sabe o que há-de dizer, da tua voz quando estás contente, de todas, porque tudo o que é teu é nosso, e tu és o melhor que há.
não há nada mais simples do que resumir tudo a um
amo-te e tenho saudades tuas.
se fica a meio, o sorriso...
