A verdade, é que contigo eu só sei voar, mas também há dias em que se partem as asas, e se queres que te diga, dói, dói mesmo que se farta.27.1.11
together we cry
A verdade, é que contigo eu só sei voar, mas também há dias em que se partem as asas, e se queres que te diga, dói, dói mesmo que se farta.22.1.11
never look back
É engraçada a forma como passamos toda a vida a desejar coisas, e muitas vezes, a esperar que elas aconteçam e, quando não acontecem, a ficarmos desiludidos connosco. É engraçada a forma como deixamos a vida passar por nós e nos esquecemos de fazer parte dela. Como passamos o tempo inteiro a sonhar acordados e, mesmo assim, conseguimos ficar sempre de braços cruzados sem fazer nada. E, quando tudo o que precisamos de fazer é querer tanto, que acabamos por lutar.15.1.11
♥

9.1.11
my only one.

Há amores assim, que guardamos no meio de memórias, de recordações, das palavras ditas no silêncio, num lugar bem grande do nosso coração. Há amores assim, que na simplicidade do que são nos fazem desejar que o dia não acabe. Há amores assim que nos mostram uma vida, que nos dão tudo, e que nos fazem sentir que nada mais importa se não estão de mãos dadas connosco. Amores esses, que quem sabe, de um modo ou de outro acabem por nos ensinar que quando se ama é preciso estar preparado para chorar, para cair, mas também a sorrir e lutar todos os dias porque simplesmente alguém nos quer para sempre na sua vida. E não há nada melhor no mundo do que alguém que nos faz sentir assim.
2.1.11
Esquecemos alguma vez parte do que somos?

#4 LETTER TO YOUR SIBLING (OR CLOSEST RELATIVE)
#14 LETTER TO SOMEONE YOU'VE DRIFTED AWAY FROM
#21 LETTER TO SOMEONE YOU JUDGED BY THEIR FIRST IMPRESSION
Sabes, não escrevi estas três cartas mais cedo porque as quis guardar para ti, não conheço ninguém a quem pudessem ser melhor dirigidas se não, tu. A primeira, porque tu mais que ninguém sabes que és como uma irmã para mim, não tanto, se calhar, pelo que somos agora, mas por tudo aquilo que fomos, por tudo o que passamos e tudo o que juntas conquistámos. Acho que nunca te disse, não por falta das mil oportunidades que tive, mas talvez porque não tive necessidade, mas gostei de ti como até à relativamente pouco tempo nunca tinha gostado de ninguém, e foi contigo que percebi que os verdadeiros laços de família, se assim os podermos chamar, não são os de sangue, mas sim aqueles que não podemos destruir, esquecemos alguma vez parte do que somos? Poderia, mais uma vez, como tantas outras, falar sobre tudo o que já passamos, mas ninguém melhor que nós para o sentir. A segunda? Desculpa meu amor, se calhar um pouco por culpa minha, um pouco a mais de culpa minha neste aspecto, mas gostava muito de mudar isso, não podemos perder tudo aquilo que tanto nos doeu e custou a construir, se é um dos meus maiores arrependimentos? sem dúvida, tive em ti e contigo, uma cumplicidade que, agora vejo, eu nunca tive com ninguém, sempre conseguiste fazer por mim aquilo que mais ninguém conseguiu, sempre estiveste lá quando mais ninguém esteve, e muitos dos melhores momentos, os melhores sorrisos, as melhores gargalhadas, foram ao teu lado. E, mesmo quando estamos longe, quando o nosso tempo teima em não alargar para nós, nós estamos juntas, em tudo o que somos, em tudo o que fazemos, em tudo o que procuramos, e eu quero muito ter-te sempre comigo. E por último, e não menos importante, esta terceira, quem nos conhece sabe bem o mal que nos fizemos, o quanto nos julgámos, e por muitas vezes que já o tenha feito, peço desculpa mais uma vez, porque te julguei por tudo o que não és, falsa, egoísta, fraca, e poderia continuar, mas nós sabemos muito bem o quanto erramos.
Para terminar, quero lembrar-te, porque como te disse ontem, parece que vamos crescendo e esquecendo de mostrar aquilo que sentimos pelos outros, a importância que têm, e que embora por vezes não notem, que fazem inteiramente parte da nossa vida, por isso, hoje quero muito dizer que te amo, que és a minha irmãzinha pequenina, mas mais velha, e que já enganamos tanta gente com as nossas brincadeiras, sabes que se pudesse escolher, viveríamos certamente na mesma casa. Parabéns, é pouco, mas é de coração, gégé.
